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domingo, 3 de novembro de 2013

Em todos os países que passamos sempre acabamos por nos envolver com as associações protetoras de animais e abrigos. Consequentemente essa tarefa de tentar ajudar os bichinhos abandonados estende-se à nossa própria casa e nos tornamos família de acolhimento temporário. Vale lembrar que muitos deles não sobrevivem ao inverno se não tiverem a nossa ajuda. 

Impossível tarefa é a de não se apaixonar por esses seres que nos dão tanta alegria e ver o resultado da nossa pequena contribuição nos enche de felicidade, mas também ficamos com a síndrome do ninho vazio quando chega a hora de partir... 

Nos últimos meses conseguimos com a ajuda de amigos e da associação Cat Rescue lares maravilhosos para dois gatinhos abandonados na nossa área, duas histórias diferentes.

 Antes
Depois

Esse neném lindo acima que se chama atualmente Bowie fazia parte de uma família desnaturada que mora no prédio vizinho. Por várias vezes eu o acolhi da rua completamente molhado e faminto. A família viajava e não se importava com ele, eu ouvia o miado desesperado e descia para busca-lo. Fui falar várias vezes com a DEShumana da casa que ele deveria morar e ela mostrava-se indiferente, chegou a dizer que ele vivia trancado no banheiro porque sumia, até que um dia ele desapareceu por uma semana e ela veio me dizer que se eu o encontrasse poderia ficar com ele (isso é coisa que se diga de um membro da família??) Importante ressaltar que tratava-se de um filhote de dois meses que não tinha como se virar sozinho, com visíveis sinais de desnutrição e maus-tratos. Contactei a associação Cat Rescue e orientaram-me a recolhê-lo. Espalhei cartazes pelo condomínio, fui em todas as casas das redondezas para procurá-lo, até que um dia de madrugada eu acordei com o miado do filhote. Estava um frio de rachar mas não pensei duas vezes e desci de pijama do jeito que estava. O pobrezinho nunca mais ia voltar à casa daquela bruxa. Depois foi constatado que ele era surdo, condição genética muito comum aos gatinhos completamente brancos, com olhos de cores diferentes. Agora ele encontrou um lar, está lindão e recebe muito amor...

 Antes
Depois

A Gaia (acima) apareceu nas redondezas completamente desnutrida, aparentemente abandonada e tinha muito medo de aproximar-se, era uma "tripinha" tão rápida que quando eu chegava perto ela "voava". Foram meses a alimentando e socializando até conseguir fazer um pequeno carinho que ainda causava tremores na pobrezinha. Enfim com a ajuda da associação Cat Rescue de Bruxelas, consegui emprestado um "cat trap" e depois de várias tentativas consegui capturá-la. Levamos ao veterinário onde recebeu as vacinas e foi castrada. Cuidamos dela, conseguimos recuperar a sua confiança nos humanos e já estava toda "dona da casa", coisa que a nossa abelha rainha Xena (Wel Wel)  não gostou muito. Depois de um mês conseguimos um lar maravilhoso para ela, onde nunca mais passará fome ou frio. E o meu coraçãozinho ficou assim feliz e ao mesmo tempo vazio, mas com a sensação de dever cumprido. 

Os dois foram adotados legalmente com contrato de responsabilidade e acompanhamento pela associação Cat Rescue. Se você quer adotar um bichinho, procure uma associação na sua cidade ou dê uma chance a um animal abandonado, você estará salvando uma vida. Não compre nem estimule o comercio de animais, amigo não se compra! 

Miau para vocês!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Atenção! As regras para viajar com animais pela Europa, incluindo o Reino Unido MUDARAM. Na verdade já foram alteradas há algum tempo, desde 2012 e acredito que ficaram mais amenas, excluindo a tão longa e temida por todos QUARENTENA.

Para o caso de trazer o seu filhote do Brasil ou outro país não elegível (que tenha casos de raiva) é preciso entrar em contato com as autoridades do país de destino pois as regras podem ser mais duras. Deixarei o novos links diretos:

Para UK:
https://www.gov.uk/take-pet-abroad  O site está em inglês, mas nada que o bom google translator não resolva.

Para outros países da União Europeia:

Basicamente a mudança mais significativa foi em relação ao número de dias obrigatório após a vacina anti-rábica para viajar, que passa a ser de 21. Mas leiam os links acima e em caso de dúvidas aconselho-os a enviar um e-mail ou ligar diretamente ao órgão responsável do país de destino, normalmente o ministério da agricultura ou algo do gênero.

Por via das dúvidas, mantenho as minhas crianças de quatro patas com tudo em dia, já que somos nômades e não ficamos muito tempo em país nenhum.

Para quem não viu os posts anteriores sobre viajar com animais, aqui estão:



Beijinhos saudosos aos meus leitores!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

O inverno em Bruxelas acabou (já foi tarde, né?) mas registrei a alegria das "crianças" em um dos poucos dias de neve. Agora estamos em Abril e a temperatura está alternando bastante entre 7 e 19 graus. Com sorte teremos alguns lindos dias de sol para aproveitar durante esta primavera e programar algumas viagens. E que o próximo inverno não venha tão cedo!


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Decidi escrever este post para DesMistificar essa palavrinha tão assustadora. Recebo frequentemente e-mails de pessoas desesperadas perguntando sobre a quarentena exigida pelos países, antes de viajar com seus animais.

Antes de tudo, cada país tem suas regras. Nós enfrentamos as exigências mais pesadas de viagem quando mudamos de Portugal para Irlanda, onde o procedimento é super exigente e inclui 6 meses de quarentena. Explico detalhes em outro post aqui .

Bem, a primeira coisa que se deve fazer é entrar em contato com a secretaria ou ministério do país, responsável por entrada de animais, que geralmente é a agricultura. A maioria deles possui informações sobre o assunto no próprio website, com check-list do passo-a-passo que se deve fazer antes de viajar.

Em algumas situações, a quarentena é citada como uma das etapas, normalmente a última ou uma das últimas. No nosso caso, após vacinas, micro-chip, passaporte animal, anti-rábica, teste de sangue para ver os anticorpos, etc, veio a quarentena de SEIS meses. Tem gente que acha que o animal vai ficar preso em alguma instituição cumprindo esse tempo, como um criminoso prisioneiro. Não podemos confundir a quarentena dos filmes, onde quando há suspeita de alguma doença, ou onde as pessoas começam a se tornar zumbis, ficam presas no local, isolados até resolverem o pepino em questão...

Na quarentena requerida pelos países, o seu filhote fica na sua casa, é o tempo que exigem para garantir que ele não desenvolveu nenhuma doença mesmo depois das vacinas. Então, vem todo o procedimento médico, e em seguida ele deve esperar o tempo solicitado pelo país de destino, em casa, antes de viajar. 

Normalmente, depois da quarentena, entre 24 e 48 horas antes da viagem, é necessário levar o animal ao veterinário para dar um anti-parasita e remédio para pulgas, além de obter um atestado médico, dizendo que ele está apto a viajar. Peça também um calmante para o bichinho. Uma dica que muitos não sabem é que animais de pequeno porte podem ir na cabine junto com o dono, em uma sacola daquelas flexíveis, informe-se na sua companhia aérea. 

Então, acabando com o mito, seu animal não vai sofrer se estiver em quarentena, pois ELE FICA EM CASA, com você. O nome é feio, mas é isso que significa. Em alguns casos, o que pode acontecer é ele não ter cumprido o tempo suficiente exigido pelo país, e quando chegar lá as autoridades podem mantê-lo sob guarda, até o prazo terminar. Mas isso só acontece se você não seguir o passo-a-passo exigido para viagem ou se no passaporte do animal não tiver todas as informações assinadas pelo médico veterinário.

Então as dicas que deixo são: Informe-se com a agricultura do país de destino os procedimentos exigidos, mantenha seu animal em dia com vacinas, microchip, passaporte, etc... Se você pensa em viajar, ou ainda nem pensa, mas quer manter seu animal pronto para uma eventual viagem, comece o procedimento o  mais rápido que puder. Nós adotamos mais uma gatinha em setembro do ano passado e imediatamente começamos todo o procedimento para uma eventual viagem ou mudança, e considera-se que ela está em quarentena neste exato momento, linda e brincalhona, dentro de casa. Informe-se também com a companhia aérea que irá viajar e reserve o lugar do seu filhote. Mantenha todo o procedimento com um médico veterinário de sua confiança, que conheça os procedimentos. DesMistificado o bicho tão assustador que chama-se QUARENTENA.

Se alguém quiser deixar dicas de como viajar com animais e das exigências dos países, fique à vontade para complementar nos comentários.

Atenção, as regras mudaram, veja os links com as informações atualizadas no post abaixo:
http://vivendoeuropa.blogspot.be/2013/11/viajar-com-animais-na-europa-mudanca.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hoje vou apresentar a vocês o mais novo membro da família...

Há algumas semanas visitamos um abrigo para animais abandonados aqui em Bruxelas. Fazia tempo que queria adotar outro gatinho para fazer companhia ao Yoshi, que sentia-se muito sozinho quando não estávamos em casa.

Quando chegamos ao abrigo, chamado Infor-Animaux me apaixonei de cara por um gato preto, lindo e peludo que vi na entrada, chamado Bóris. Porém, passando pelas salas e ouvindo a história de cada um, conheci a Xena, gatinha triste que já havia sido adotada e devolvida, junto com a irmã dela, Michout. Ela sofria agressões de outras gatas dominantes do local e vivia escondida, não brincava, tinha os olhos tristes...

Haviam vários outros gatinhos adoráveis e tristinhos que vinham pedir atenção, eles são todos muito carentes e quando chega alguém se animam, acho que acreditando ser a vez deles, tadinhos... Tinha uma outra que o João se apaixonou, tão tristinha, chamada pipoca, muito fofa. Foi muito difícil tomar uma decisão, só podia escolher um e fiquei com o coração partido por isso, por deixar tantos outros naquelas salinhas, com esperança de um dia terem um lar. 

A Xena foi adotada faz alguns dias, tem 2 anos e meio e hoje é a gatinha mais feliz do mundo. Super brincalhona e adora o irmão, Yoshi. No começo eles se estranharam um pouco, mas hoje estão se dando muito bem. Ela já veio com o nome, não sou muito fã, porém, como já estava registrada e com passaporte, microchip e tudo, seria complicado mudar. Mas ela por aqui é mais conhecida por Wel-Wel, porque olha pra gente e sempre mia assim: wel wel?? como se estivesse fazendo uma pergunta. Uma graça a gatinha. Os dois estão agora mesmo brincando, o que indica que a missão foi cumprida.

Para quem quiser adotar um animalzinho, basta informar-se na sua cidade sobre os abrigos. Existem milhares esperando um lar e com certeza irão encher sua casa e seu coração de alegria. Quem não puder criar, divulgue essa idéia, ou ajude como puder, essa entidade em que adotamos a Wel Wel precisa de ajuda financeira, ração, etc, como muitas outras que vivem de doações.









quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alguém conhece um gatinho mais rodado que esse?

Nasceu em Lisboa, onde foi adotado (nao o deixem ler isso, ele nao sabe), "microchipado" e tirou o passaporte portugues, voou para Paris, atravessou o norte da Franca de carro, pegou o ferry boat para Irlanda e passou 2 anos em Dublin. Resolveu voar novamente, dessa vez para Frankfurt, e viajou da Alemanha ate a Belgica de carro, vindo parar em Bruxelas. Aonde sera que ele vai se aquietar?



Bebendo agua com a patinha na fonte


Olha a cor das patas, de brincar na areia...


Gatim fazendo abdominal


Gatim pedindo "dengo"


Ops, essa aih eh um foquinha la de Brugges

sábado, 15 de maio de 2010

Vou me esconder aqui, assim ninguém pinga colírio nos meus olhinhos...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Essas fotos valem para explicar um dos motivos pelo qual deixamos de postar por um tempinho, o carregador da camera morreu, entao so estavamos com a camera do celular...



Opsssssssssssssssssssssss, nao eh o gatim, sao Cisnes lá do parque Stephens Green, um dos muitos de Dublin...


terça-feira, 26 de agosto de 2008



Gatinho adora o jardim novo, mas tem que ser de coleira pois já tentou dar uma escapadela pulando muro :PPP

quarta-feira, 12 de março de 2008

Se você tem pêlos em sua casa é porque provavelmente tem um animalzinho peludo, então a melhor solução é começar a limpeza por ele! Fazer este procedimento uma vez por semana diminui consideravelmente a quantidade de pêlos na sua casa e consequentemente, um ambiente mais limpo e saudável para você e sua família... Demonstração abaixo:
Não sei se deu para perceber, mas tive que parar o procedimento de limpeza pois o "modelo" tentou se enforcar! Hahahahaha

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


Logo que começamos a pensar em mudança, pesquisamos as condições e exigências para transporte de animais pois temos nosso filhote Yoshi (Fotos abaixo) e obviamente não iríamos abandoná-lo. Mesmo antes de optar pela Irlanda, vimos algumas exigências básicas para a maioria dos países, e são elas:

- Vacinas em dia;
- Chip de identificação animal;
- Anti-rábica;
- Pasaporte animal.

Depois que decidimos o destino, aprofundamos as pesquisas e descobrimos que existe uma série de outras exigências para levar um animal ao Reino Unido e à Irlanda. As regras para os dois são praticamente as mesmas. Além dos itens acima, é necessário fazer também um teste de sorológico, para ver os anticorpos. Isso deve ser aproximadamente um mês após a vacina anti-rábica. Depois disso, a partir do exame positivo, começa o período de quarentena de seis meses. Depois desses seis meses o animal pode viajar após de ser examinado por um médico e ter um atestado de saúde, deve ser desparasitado e receber tratamento contra pulgas e carrapatos entre 24 e 48 horas antes de entrar no país de destino.
Toda a nossa demora e preocupação da mudança era essa. Sempre fica aquela sensação de que falta alguma coisa. Fizemos o check-list para confirmar se estava tudo de acordo com as exigências. Por último, o transporte deve ser feito por alguma companhia permitida e rota autorizada para isso, e são pouquíssimas, além de ser muitas vezes mais caro que o transporte de uma pessoa.
A grande questão e nossa maior dificuldade nesse processo era conseguir contactar uma dessa companhias que partissem de Lisboa e fosse diretamente à Dublin. Após muita tentativas, conseguimos e adivinhem... A empresa (Futura Airlines) não operava no período que terminava a quarentena do Yoshi, ou seja, na data que eu (Carol) e Yoshi enfim poderíamos viajar.

Tínhamos então que pensar numa outra alternativa. As outras rotas permitidas eram entrar pela França na Inglaterra e fazer a imigração através do Eurotúnel, ou fazer o roteiro marítimo de Ferry Boat da França para Irlanda. De qualquer forma teríamos que ir à França para fazer quaquer das alternativas, e depois pensávamos como faríamos a partir de lá.
A viagem de Lisboa à Paris pode ser feita por qualquer companhia aérea que transporte animais, e compramos as passagens minha, da minha mãe que iria me ajudar na mudança, e do Yoshi ( o valor é de acordo com o peso do animal com a bolsa transportadora) e estava resolvida essa parte. Resolvemos que seria melhor o João que já estava na Irlanda ir nos buscar na França de carro e apanharíamos o roteiro de Ferry Boat por ser mais prático e mais econômico também.
No fim deu tudo certo, a viagem apesar de um pouco cansativa e estressante por se tratar de uma mudança, com excesso de peso, foi excelente, o Yoshi estava com tudo em dia. Saimos, eu, mamy e Yoshinho de Lisboa em 28 de Novembro de 2007 para Paris pela Aigle Azur, aproveitamos na França, o João também tirou uns dias de férias para ir nos buscar e enfim chegamos à Irlanda no dia 04 de Dez.

O ideal é conversar com um veterinário antes de uma mudança dessas, ver quais as recomendações pois é muito cansativa para um animal, é longa e pode ser estressante. O yoshi fez um exame médico antes de sair de Portugal, a médica indicou uma pequena dose de tranquilizante antes do Vôo, apesar de ele ir comigo na cabine. Guardei outra dose para a viagem de Ferry, pois de Paris até Cherbourg, cidade em que apanhamos o navio para Rosslare, na Irlanda, é uma viagem loga, mais de 300 km de carro e depois são aproximadamente 12h de Ferry até chegar na Irlanda.
Durante a viagem não existe como não ficar com o coração na mão, pois o filhote tem que ir separado, no canil que fica no andar dos carros, em celas individuais. Mas existem os horários de visita e deve-se sempre aproveitar para passar um pouco de segurança para o animal.
Assim que chegamos, passamos pela imigração e fiscalização do yoshi, da documentação e por fim, enfrentamos mais de 100km para enfim chegar em casa... Ufa....

Atenção, as regras mudaram, veja os links com as informações atualizadas no post abaixo:
http://vivendoeuropa.blogspot.be/2013/11/viajar-com-animais-na-europa-mudanca.html




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